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Março de 2021
Veleiro APACC / PCR
O Projeto Conservação Recifal (PCR) e o ICMBio APA Costa dos Corais (APACC), com o apoio do Funbio, SOS Mata Atlântica, Fundação Toyota do Brasil e GEF Mar, realizaram entre os dias 07 a 13 de Março de 2021, uma expedição ....
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slide dois
Março de 2021
Publicado paper sobre os Budiões-azul na APACC
Publicado na Biological Conservation um trabalho realizado na APA Costa dos Corais que demonstrou grande redução de...
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Março de 2021
Equipe PCR identifica coral-sol no Naufrágio Walsa – PE
No dia 13/01/2021 nossa equipe esteve no naufrágio rebocador Walsa que está a 19km da costa de Recife. Foi afundado em 2009 e...
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Março de 2021
Equipe PCR no litoral norte de PE – Ilha de Itamaracá
Na semana entre 01 e 05 de Fevereiro de 2021, a equipe do PCR esteve no litoral norte de PE para...
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→ Sobre o Projeto
O Projeto Conservação Recifal (PCR) busca a conservação dos ecossistemas costeiros marinhos com foco na preservação e manutenção da biodiversidade dos recifes de corais. O PCR promove a conscientização e a mobilização na sociedade sobre as ameaças ao ecossistema marinho, e a importância da conservação dos ecossistemas. Nossas atividades também estão focadas na pesquisa científica com a realização de mergulhos para censo visual analisando peixes e corais para acompanhar possíveis modificações na estrutura da comunidade relacionadas a impactos antrópicos, incluindo gestão de recursos pesqueiros e recuperação das Áreas Marinhas Protegidas. Atuando principalmente na APA Costa dos Corais, maior unidade de conservação costeiro-marinha do Brasil. Além de trabalhos desenvolvidos em Fernando de Noronha, Recife, Ilha de Itamaracá e APA Recifes-Serrambi. O PCR aprovou nos últimos anos mais de 10 projetos com apoio de diversas instituições nacionais e internacionais como Rufford Small Grant (RSG), Mohamed Bin Zayed Species Conservation Fund, Conservation Leadership Programme (CLP), WWF e Fundação Grupo Boticário.
Alguns dos objetivos do projeto são: 1) Capacitar os membros da comunidade para atuar como agentes de campo e para supervisão da área dos recifes, 2) Fiscalizar e monitorar a área para evitar impactos causados pelo turismo; 3) Divulgar material de educação ambiental para projetos de conservação entre eles "Conduta Consciente em Ecossistemas recifais", 4) Realização de mergulhos para censo visual analisando peixes e corais para acompanhar possíveis modificações na estrutura da comunidade relacionadas a impactos antrópicos.

→ Missão e Valores
  Nossa Missão

Realizar pesquisa científica e educação ambiental de alta qualidade, buscando a conservação da natureza e preservação dos ambientes recifais por meio da democratização das informações, integração com a comunidade local e desenvolvimento do conceito de ciência-cidadã.

  Nossos Valores

• Criatividade
• Agimos com propósito
• Sustentabilidade
• Inovação
• Responsabilidade Social
• Democratização da Informação
• Construímos juntos


→ Projetos em Execução
  Levantamento da ictiofauna com BRUVs na APA Costa de dos Corais

Coordenador – Pedro Henrique Cipresso Pereira

Novas metodologias vêm sendo utilizadas para realização de pesquisas, uma delas é o Baited Remote Underwater Video (BRUV), que consiste no afundamento de uma estrutura de aço em forma de quadrado e acoplada a essa estrutura vai uma GoPro e 500 gramas de sardinha fresca, com o intuito de atrair e filmar os peixes, em especial os de topo da cadeia alimentar e os elasmobrânquios. O presente trabalho representa o primeiro inventário da ictiofauna marinha na APA Costa dos Corais (APACC) utilizando BRUV.

Integrantes: Erandy Gomes da Silva - Integrante / Pedro Henrique Cipresso Pereira - Coordenador / Gislaine Vanessa de Lima - Integrante / Danilo Filipkowski - Integrante / Luis Guilherme França Cortes Silva - Integrante.

 Caracterização da qualidade ambiental de ecossistemas costeiros afetados por petróleo

O Brasil vive o maior desastre ambiental causado por vazamento de petróleo de sua história. As manchas de óleo começaram a ser registradas no litoral nordestino brasileiro em 30 de agosto de 2019. Desde então, 877 localidades, em 127 municípios de onze estados já foram atingidos em uma área de costa superior a 2.200 quilômetros. Mais de 5.000 toneladas já foram retiradas da costa e diariamente são registrados novos relatos de praias atingidas, mostrando que o problema ainda persiste. Apesar de a substância ter sido identificada como petróleo cru, as autoridades brasileiras ainda não descobriram a origem, o responsável pelo despejo do material no mar e nem mesmo a quantidade de material que ainda pode atingir a costa ou o quanto já foi sedimentado no fundo do mar. Esse desastre vem causando um rastro de destruição que tem comprometido de forma substancial a saúde física e a sustentabilidade financeira das comunidades locais. Os voluntários têm arriscado sua saúde ao enfrentarem o óleo, sem apoio e orientação do governo. Além de grande impacto socioambiental, o derramamento de óleo já causa impactos econômicos, na produção de pescados e frutos do mar assim como na atividade turística. Ao menos 40% dos pontos que tiveram registros de óleo estão localizados em áreas protegidas que incluem 18 Áreas de Proteção Ambiental (APA), dois parques nacionais e um parque municipal, um Refúgio de Vida Silvestre, uma Reserva Biológica e sete reservas extrativistas o que representa uma grande ameaça à biodiversidade brasileira. Uma dessas unidades de conservação atingidas é a APA Costa dos Corais, que está inserida no complexo da Costa dos Corais, entre os estados de Pernambuco e Alagoas. A região é cercada de rios, estuários, manguezais, restingas, recifes rasos e mesofóticos, bancos de gramas marinhas, essenciais para a alimentação e proteção de várias espécies, configurando um grande hotspots da biodiversidade. Além disso, o complexo é reconhecido por ser a segunda maior barreira de corais em extensão do mundo, a APA é a segunda maior área protegida marinha do Brasil e é o principal santuário de peixesboi do país. O projeto consiste em um estudo integrado (poluição, ecotoxicidade, integridade ecológica e bioacumulação) em uma Área de Proteção Ambiental (Costa dos Corais) afetada por óleo. O método integrado proposto para determinar a qualidade ambiental oferece resposta para as três questões clássicas feitas nos estudos abrangentes de avaliação da qualidade ambiental em sistemas aquáticos contaminados: Quais são os níveis dos contaminantes?Quais efeitos biológicos eles têm no ecossistema? Há riscos à saúde humana? Seu foco é a proteção e o manejo de sistemas ecológicos contra possíveis efeitos adversos devido a substâncias antropogênicas. Essa proteção requer informações sobre seu comportamento ambiental e seus efeitos ecológicos e sociais. O objetivo principal do projeto é caracterizar a qualidade ambiental dos ecossistemas costeiros afetados pelos recentes eventos de contaminação por óleo que veem ocorrendo na Costa Brasileira, especialmente na região Nordeste. O estudo será realizado na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, que segundo dados da WWF Brasil, é a Unidade de Conservação com maior número de pontos de contaminação. Serão realizados estudos de campo e laboratório que combinam testes de toxicidade com medidas de contaminação por técnicas químicas e medições in situ do estado de conservação dos ecossistemas afetados. Estudos socioecológicos também serão realizados com comunidades tradicionais da região impactada.

Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.

Integrantes: Camilo Dias Seabra Pereira - Coordenador / Pedro Henrique Cipresso Pereira - Integrante / Gislaine Vanessa de Lima - Integrante / Alessandra Aloise de Seabra - Integrante / Ursulla Pereira - Integrante / Helen Sadauskas - Integrante / Augusto Cesar - Integrante / Erandy Gomes da Silva - Integrante / Tomas Angel Del Valls Casillas - Integrante / Luis Guilherme França Cortes Silva - Integrante / Milena Ramires - Integrante / Aldo Ramos Santos - Integrante / Roberto Pereira Borges - Integrante / Fernando Sanzi Cortez - Integrante / Fabio Hermes Pusceddu - Integrante.

Financiador(es): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Auxílio financeiro.
 Redução dos impactos da bio-invasão do coral sol em ambientes recifais de Pernambuco e Alagoas

Financiamento - WWF

Foi registrado recentemente em Pernambuco uma grande quantidade de colônias de coral sol em janeiro/fevereiro de 2020 ao longo do naufrágio Virgo (afundado em 16/02/2017, na costa de Recife) e mais outros cinco naufrágios já confirmados pela equipe do Projeto Conservação Recifal (PCR). Esse registro pode alertar órgãos responsáveis pelo monitoramento e conservação de áreas recifais da região para um potencial dispersão e possíveis riscos que este organismo pode causar comunidades marinhas locais, principalmente nos recifes naturais. A APA Costa dos Corais (região prioritária no escopo da WWF) tem atualmente projeto de restauração das comunidades de corais e a bio-invasão é um enorme agravante para a prejudicar o sucesso de tais atividades. Neste contexto, é necessário a execução urgente de ações para evitar uma maior propagação no coral sol no estado e nas Unidades de Conservação Marinhas adjacentes evitando grande prejuízos ecológicos, econômicos e sociais.

Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.

Alunos Envolvidos: Graduação: (3) / Mestrado acadêmico: (1) / Doutorado: (1).

Integrantes: Erandy Gomes da Silva - Integrante / Pedro Henrique Cipresso Pereira - Coordenador / Gislaine Vanessa de Lima - Integrante / Antônio Vítor Farias Pontes - Integrante / Luis Guilherme França Cortes Silva - Integrante.

   Clique aqui e assista a reportagem sobre o projeto.
 Fomentando o ecoturismo na APA Costa dos Corais: integrando pesquisa, comunidade local e monitoramento da biodiversidade marinha

Financiamento - Fundação Grupo Boticário de Proteção a Natureza

Criada por meio do Decreto Federal s/n° de 23 de outubro de 1997, a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC) é uma das maiores Unidades de Conservação (UC) marinhas do país. Dentre os objetivos de criação da APACC está o ordenamento do turismo ecológico, científico e cultural, e demais atividades econômicas compatíveis com a conservação ambiental. Um dos principais conflitos relacionados ao turismo na UC, atualmente, é causado pela intensificação de atividades turísticas desordenadas que ocorrem principalmente nos ambientes recifais. A APACC foi a 8ª UC mais visitada em 2020, recebendo milhares de visitantes. É neste cenário que se justifica a necessidade de promover ações de empoderamento e de monitoramento ambiental para os guias na APA Costa dos Corais e que esse monitoramento seja aplicado tanto por guias quanto por turistas, tendo como premissas: a promoção do turismo ecológico, participativo e responsável; a valorização da cultura e dos saberes locais, individuais e coletivos e a melhoria da qualidade da experiência do visitante assim como a produção de dados científicos para a gestão da APACC. Nossa solução busca promover o monitoramento recifal baseando-se numa integração e colaboração a favor do turismo consciente entre os stakeholders: a comunidade local, pescadores, turistas, operadores de turismo, ONG´s e a gestão da APA Costa dos Corais. Dessa forma, o aumento dessas atividades aliada à preservação poderá proporcionar um espaço antes não explorado na economia da região, baseando-se na atratividade desta abordagem que produz maior visibilidade e geração de renda. Também é esperado que - com o conhecimento adquirido durante o projeto -, os guias e turistas atuem na coleta dos dados de biodiversidade e preservação de áreas recifais costeiras. Esperamos a melhora no estado de conservação e gestão desses ambientes protegidos e de inúmeras espécies ameaçadas de extinção, além da diminuição dos impactos antrópicos causados aos recifes costeiros.

Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.

Alunos Envolvidos: Graduação: (3) / Mestrado acadêmico: (2) / Doutorado: (1).

Integrantes: Erandy Gomes da Silva - Integrante / Luís Guilherme França Côrtes da Silva - Integrante / Pedro Henrique Cipresso Pereira - Integrante / Gislaine Vanessa de Lima - Coordenador.

  Recifes profundos da APA Costa dos Corais e o potencial para ”deep refuge hypothesis” : análise da comunidade e peixes, corais e fisiologia dos organismos

Coordenador – Pedro Henrique Cipresso Pereira
Financiamento - Fundação Toyota do Brasil.
Parceiros - Universidade Federal do Rio Grande ( FURG), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e APA Costa dos Corais.

O presente projeto tem o objetivo pioneiro de analisar e mapear os recifes profundos da APA Costa dos Corais. Os recifes profundos e mesofóticos são considerados atualmente uma área de “refugio” para a biodiversidade dos recifes rasos já altamente impactados. No entanto, pouco se sabe sobre estes ecossistemas e mais informações são necessárias para incluir estas áreas em projetos e ações de manejo e conservação. O presente projeto vem analisando as comunidades de peixes, corais e a bioquímica dos organismos recifais comparando recifes rasos e profundos e assim discutindo os conceitos da ”deep refuge hypothesis” para os recifes brasileiros.

   Clique aqui e assista a reportagem sobre o projeto.
  Invasão do peixe-leão (lionfish) nos recifes brasileiros - Causa de emergência envolvendo pesquisa, comunidade local e operadoras de mergulho

Coordenador – Pedro Henrique Cipresso Pereira
Financiamento - Waitt Foundation e The Ocean Foundation

  Link do projeto

O peixe-leão (lionfish) é uma espécie nativa do Oceano Pacifico que se tornou a pior espécie invasora nos recifes de corais do Caribe. Esta espécie vem causando um grande desequilíbrio neste ecossistema, pois consome rapidamente invertebrados e larvas de outros peixes. Infelizmente, alguns indivíduos de peixe-leão já foram registrando em águas brasileiras e a invasão parece inevitável. Nesse contexto, medidas de manejo e gestão envolvendo pesquisadores, comunidade local e operadoras de mergulho devem ser iniciadas o quanto antes para evitar maiores problemas sociais, econômicos e ecológicos.

   Clique aqui e assista a reportagem sobre o projeto.
  Conservação de peixes papagaio ameaçados de extinção na APA Costa dos Corais através de pesquisa e ações com a comunidade local

Coordenador – Pedro Henrique Cipresso Pereira
Responsáveis - Marcus Vinicius
Financiamento - Mohamed bin Zayed Species Conservation Fund e Fundação Grupo Boticário.

  Link do projeto

O presente projeto visa garantir a preservação dos peixes papagaio do gênero Scarus usando pesquisa e ações com a comunidade local. Observações subaquáticas serão realizadas para determinar a distribuição espacial e temporal das espécies durante diferentes fases de vida. Além disso, observações com comportamento alimentar serão realizadas para melhor compreender o papel ecológico da espécie nos recifes de corais do Brasil. A comunidade local e os pecadores também serão peça chave na conservação da espécie. Através da documentação do conhecimento ecológico local (CEL) com pescadores visamos monitorar o status da população no estado de Pernambuco e entender a suposta evidente diminuição da quantidade de indivíduos observada recentemente. Também iremos promover ações de educação ambiental para garantir a preservação dos peixes papagaio do gênero Scarus.
  Zoneamento, conservação e pesquisa nos recifes de corais Brasileiros

Coordenador – Pedro Henrique Cipresso Pereira
Financiamento - Rufford Small Grants e Conservation Leadership Programme (CLP)

  Link do projeto [1]     Link do projeto [2]

O presente projeto visa realizar ações ligadas ao zoneamento, conservação e pesquisa nos recifes de corais Brasileiros com ênfase na APA Costa dos Corais (APACC). Os principais objetivos são (1) implementação do zoneamento e fiscalização da área, (2) realização de monitoramento utilizando censo visual nos recifes de corais para acompanhar mudanças na estrutura da comunidade de peixes e corais, (3) capacitação e manutenção de agentes de campo (membros da comunidade local) no ecossistema recifal, (4) disseminar material e ações de educação ambiental na APACC visando aumento da consciência ambiental na comunidade local.
  Uso de Drones para monitoramento de ecossistemas recifais no Nordeste do Brasil

Coordenador – Pedro Henrique Cipresso Pereira
Parceiros - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Grupo de Pesquisa em Antozoarios (GPA) e APA Costa dos Corais.

O presente projeto tem o objetivo pioneiro de utilizar Drones para pesquisa e monitoramento de ecossistemas recifais no Nordeste do Brasil, especificamente do litoral de Pernambuco e APA Costa dos Corais. Drones serão utlizados para analisar inicialmente a distribuição espaço-temporal de corais, especificamente das populações de Palythoa caribaeorum no litoral de Pernambuco, através do uso de nova metodologia não destrutiva, o Drone-Transect. Além disso, o projeto visa realizar uma calibração e descrever, pela primeira vez, uma metodologia de uso de Drones para análise da cobertura de corais.
  Uso de câmeras de alta definição (GoPro) para análise da comunidade de peixes

Câmeras GoPro estão sendo usadas para analise da comunidade de peixes associados ao coral de fogo Millepora spp. em Tamandaré. O comportamento das espécies associadas e os processos de competição também estão sendo analisados através do uso de câmeras GoPro durante este projeto.

Além disso, com as novas câmeras doadas por um de nosso parceiros Idea Wild - http://www.ideawild.org/ estamos iniciando um estudo para analisar no uso da ictiofauna no estuário do Rio Formoso (litoral Norte de Tamandaré). As câmeras serão colocadas periodicamente em diferentes áreas do estuário (na foz e próximo ao mangue) para correlacionar o uso de espécies estuarinas e recifais em diferentes locais.
→ Recifes de Corais

O recife de coral é uma estrutura rochosa constituída por uma série de organismos marinhos portadores de esqueleto calcário. A composição calcária do recife de coral é bastante resistente à ação das ondas e das marés e muito rígida. Porém, muito frágil a mudanças do ecossistema. Estima-se que 27% de todos os recifes de coral do mundo já foram irreversivelmente degradados por causa do aquecimento global e ações predatórias como o crescimento irregular das cidades costeiras e a poluição.

Com ocorrência em locais costeiros de águas claras, rasas e quentes, os corais são importantíssimos para muitas populações que dependem dele para a pesca, turismo e, principalmente por se tratar do ecossistema marinho que possui maior biodiversidade com inúmeros peixes, crustáceos e outros animais marinhos que dependem direta ou indiretamente dele, além de oferecer proteção aos sistemas costeiros como uma barreira natural para as marés.

Os recifes de coral são formações milenares feitas do carbonato de cálcio produzido por pequenos animais de corpo mole, chamados “pólipos” (eles podem ter menos de um cm de diâmetro). Com um corpo tubular, o pólipo constrói uma espécie de carapaça calcária onde se aloja formando, junto a outros bilhões de pólipos as chamadas colônias que irão compor a estrutura calcária do recife. Junto aos pólipos uma minúscula alga chamada “zooxanthelae” termina por dar a característica típica dos corais, as cores, verde, azul, amarelo, lilás e muitas outras.

Uma associação extremamente importante para os recifes-de-coral é a simbiose que ocorre entre as espécies de corais e microalgas conhecidas como zooxantelas. Essas algas vivem no interior dos tecidos dos corais construtores dos recifes, realizando fotossíntese e liberando para os corais compostos orgânicos nutritivos. Por sua vez, as zooxantelas sobrevivem e crescem utilizando os produtos gerados pelo metabolismo do coral, como gás carbônico, compostos nitrogenados e fósforo. As necessidades nutricionais dos corais são em grande parte supridas pelas zooxantelas. Elas estão também envolvidas na secreção de cálcio e formação do esqueleto do coral. Apesar de espécies de corais serem encontradas praticamente em todos os oceanos e latitudes, as espécies construtoras de recifes (corais hermatípicos) estão restritas às regiões tropicais e subtropicais. Os recifes necessitam, geralmente, de águas quentes (25 – 30oC) e claras, longe da influência de água doce. A poluição (esgoto doméstico, vazamento de petróleo etc.) e sedimentação (sedimentos terrígenos levados para o mar devido ao desmatamento e movimentações de terra) põem em risco muitos recifes de corais, incluindo os inúmeros outros organismos que deles dependem (inclusive comunidades humanas que vivem da pesca e coleta de animais marinhos recifais). Um fenômeno aparentemente recente – não ainda totalmente compreendido pelos pesquisadores – que tem ocorrido em todas as regiões recifais do globo de forma maciça é o branqueamento (do inglês ‘bleaching’). Trata-se basicamente da ‘perda’ dos organismos fotossimbiontes (zooxantelas) presentes nos tecidos do coral (zooxantelas ocorrem também em outros cnidários, como anêmonas-do-mar, zooantídeos, medusas , e em outros invertebrados, como ascídias, esponjas, moluscos etc., que também podem branquear). Como a cor da maioria dos hospedeiros advém, em grande parte, da ‘alga’ simbionte, seus tecidos tornam-se pálidos ou brancos. Nos corais, os tecidos ficam praticamente transparentes, revelando o esqueleto branco subjacente.

Estima-se que os recifes de coral cubram cerca de 284 300 km2, com a região do Indo-Pacífico (Mar Vermelho, Oceano Índico, sudeste asiático e Oceano Pacífico) contribuindo com 91,9% do total, e os recifes do Oceano Atlântico e do Mar do Caribe contribuindo com apenas 7,6% do total. O Nordeste do Brasil é a única região do Oceano Atlântico Sul que possui formações recifais, as quais estão distribuídas por todo o litoral do Nordeste.
→ Nossa Equipe

Pedro Pereira – Coordenador
  pedrohcp2@yahoo.com.br

Tem experiência na área de Ictiologia Marinha, com relações ecológicas, alimentação e estudos de comportamento. Possui especialização em Gestão de Ambientes Costeiros Tropicais e também Mestrado em Oceanografia na Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. É graduado em Ciências Biológicas - Licenciatura pela Universidade Federal de Uberlândia (2007) e também em Ciências Biológicas - Bacharelado pela Universidade Federal de Uberlândia (2007). Trabalho com ecologia, comportamento e alimentação de peixes recifais.

Danilo Filipkowski
  danfilipbiopr@gmail.com

Biólogo, com mestrado em Oceanografia biológica – FURG e graduando em Oceanografia – UFPE. Tem experiência com ecologia de ecossistemas marinhos e oceânicos em áreas marinhas protegidas. Atualmente é colaborador do PCR na parte de gestão de projetos e auxiliando na logística de campo.

Erandy Gomes da Silva
  erandygomes13@gmail.com

Graduando em Oceanografia na Universidade Federal de Pernambuco. Possui experiência com recrutamento de peixes em ambientes de naufrágio. Pesquisador membro do Projeto Conservação Recifal (PCR), atua diretamente no contexto da possível bioinvasão do coral-sol em Unidades de Conservação além de participar de forma ativa nas expedições de mergulho para monitoramento de peixes e corais e na criação e desenvolvimento de material gráfico para mídias sociais ou impressas.

Gislaine Vanessa de Lima
  gislainevanessalima@gmail.com

Possui experiência na área de zoologia e ecologia marinha recifal com ênfase em corais escleractínios. Graduada em Ciências Biológicas (2014.2), atualmente é Mestre do Programa de Pós Graduação em Biologia Animal pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Participa de pesquisas junto ao Projeto Conservação Recifal (PCR) em atividades de campo e análise de cobertura bentônica e nectônica recifal, com utilização de técnicas como Reef Check.

Julia Caon – Colaboradora
  julia.caon23@gmail.com

Possui experiência em sensoriamento remoto e geoprocessamento com ênfase em análise ambiental. Geógrafa (UFF), mestre em Biologia Marinha e Ambientes Costeiros (Biomar) pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente é doutoranda em Geologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Participa de pesquisas junto ao Projeto Conservação Recifal (PCR) em atividades de mapeamento e modelagem de predição de habitat.

Luís Guilherme França Côrtes da Silva
  luisguilherme.pcr@gmail.com

Graduando em Oceanografia pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE - Recife. Participa do PCR auxiliando em expedições de mergulho, apresentações de palestras e tratamento dos dados de pesquisas.

Virgínia Souza
  virginiarayanne.s@gmail.com

Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade de Pernambuco (UPE). Possui experiência na área de gestão ambiental, desenvolvimento sustentável, análise de comunidade planctônica e bentônica e produção de relatórios técnicos. Participa de pesquisas junto ao Projeto Conservação Recifal (PCR) na criação de conteúdos para mídias sociais, organização de documentos, produção de relatórios técnicos e workshops.

→ Publicações

   2021 - Pereira, P. H. C.; SILVA, L. G. F. C.; LIMA, G. V.; SILVA, E. G.; PONTES, A. V. F.; MATTOS, F.; DE ARAÚJO, MARIA ELISABETH; FERREIRA-JUNIOR, F.; SAMPAIO, C. L. S. Reef fishes biodiversity and conservation at the largest Brazilian coastal MarineProtected Area (MPA Costa dos Corais). https://doi.org/10.1590/1982-0224-2021-0071, v. 19, p. 210071, 2021.

   2021 - Overexploitation and behavioral changes of the largest South Atlantic

   2020 - Diversity patterns of reef fish along the Brazilian tropical coast 2020

   2020 - Fear-induced behavioural modifications in damselfishes can be divertriggered 2019

   2020 - Ghost fishing impacts on hydrocorals and associated reef fish assemblages 2020

   2020 - nota science

   2019 - Apresentação PCR - SOUFPE

   2019 - Banner 2019 - SNO

   2019 - BUD Maragogi

   2019 - Resumo Semana Nacional de Oceanografia - Bioinvasão Peixe Leão

   2019 - Resumo BUD - SNO

   2018 - Effects of depth on reef fish communities: Insights of a ªdeep refuge hypothesisº from Southwestern Atlantic reefs

   2018 - Os perigos do peixe leão

   2016 - Difference in the trophic structure of fish communities between artificial and natural habitats in a tropical estuary

   2016 - Ontogenetic foraging activity and feeding selectivity of the Brazilian endemic parrotfish Scarus zelindae

   PCR - Pesquisa e Ordenamento de um Ecossistema Recifal

   APA Costa dos Corais - Sessão Corais

   APA Costa dos Corais - Sessão Peixes Recifais

   2014 - The influence of multiple factors upon reef fish abundance and species richness in a tropical coral complex

   Placa de Ordenamento

   Entrevista PCR - Revista InForMar

   Protótipo do Mapa de Ordenamento a ser implementação na praia de Carneiros - Tamandaré

   Banner PCR - Banner usado na divulgação local do Projeto com barcos e associações locais

   Calendário do Projeto Conservação Recifal

   Folheto Divulgação Campanha Conduta Consciente - Frente

   Folheto Divulgação Campanha Conduta Consciente - Verso
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